quarta-feira, 26 de outubro de 2011

REDSON – CÓLERA

Pouco foi comentado sobre a morte do fundador e vocalista da banda Cólera, Redson Pozzi, aos 49 anos, ocorrida no dia 27 de setembro. Um dos pioneiros do movimento PUNK no Brasil, Redson foi responsável pelo lançamento de vários artistas do gênero através do selo independente “Ataque Frontal” (antes era “Estúdios Vermelhos”) do qual era um dos sócios. O Cólera foi uma das bandas mais importantes do gênero no Brasil, juntamente com Olho Seco, Fogo Cruzado e Inocentes. Foi a primeira banda punk do Brasil a fazer uma turnê pela Europa. Apesar do enfraquecimento do movimento, o Cólera nunca deixou de lutar na cena independente, tornando-se uma das bandas mais duradouras do rock nacional (foi formada em 1979). Redson viveu a máxima do PUNK “Faça você mesmo!”, numa época de ditadura militar, com todas as dificuldades imagináveis desse caminho, um testemunho de luta pelo ideal de independência em um cenário tão mercadológico que é a música. O PUNK do Cólera pregava o pacifismo e a ecologia, muito antes disso tornar-se também uma mercadoria pelo grande capital. Numa época de crise das Utopias é bom lembramos de alguém que não se dobrou ao mercado, apesar de inúmeros convites de grandes gravadoras.

CRISE ECONÔMICA MUNDIAL: MANIFESTAÇÕES ANÔNIMAS E SOCORRO AOS BANCOS

Na semana passada, o banco franco-belga Dexia foi, mais uma vez, salvo da falência pelos governos da Alemanha e da França. O mesmo havia sido feito em 2008 no início da crise mundial. Os economistas sempre alardam que a quebra de um banco é extremamente prejudicial ao sistema econômico, pois pode causar um “efeito dominó”. A questão é simples: a quebra de um país, ou de empresas, ou de famílias ao redor do mundo também não é prejudicial? Por que o mesmo banco foi salvo duas vezes com dinheiro público? Sua diretoria e acionistas permanecem os mesmos? E as premiações milionárias para esses mesmos altos executivos também permanecem os mesmos? Quando milhões saem as ruas por todo o mundo exigindo que esses altos executivos paguem as custas da ciranda financeira planetária (principalmente wall street), organizados pelas redes sociais, sem partidos, sem líderes, temos alguma esperança para reverter essa lógica perversa do sistema financeiro que contaminou a economia real. Nós não somos os culpados.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

ÁFRICA DO SUL NEGA VISTO AO DALAI LAMA

O bispo anglicano e prêmio Nobel da paz Desmond Tutu, prestes a completar 80 anos, convidou o Dalai Lama, líder tibetano, para seu aniversário. O governo sul africano, a pedido do governo da China, fez de tudo para o atraso do visto de entrada para seu país, o que causou o cancelamento da visita. Revoltado, o bispo pediu para os sul-africanos rezarem para a derrota do Congresso Nacional Africano (ANC), o partido que ocupa poder nas próximas eleições. Como sabemos, a China ocupa o Tibete e considera o Dalai Lama um homem perigoso. O peso econômico da China impõe ações em todo mundo para atingir seus interesses políticos e poucos se lembram, ou se calam, frente aos inúmeros atentados contra os direitos humanos praticados por Pequim. Este é apenas mais um capítulo da ditadura chinesa e, infelizmente, não será o último.

sábado, 1 de outubro de 2011

A CRIAÇÃO DE UM ESTADO PALESTINO

Teve início em 28/09, as discussões no O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) a criação de um Estado Palestino. Mais uma etapa de um longo processo para a implantação da paz no oriente médio. A aprovação do Conselho de Segurança é fundamental para os anseios palestinos e depende de 9 votos dos 15 países membros. No entanto, 5 desses países tem poder de veto e basta um deles votar contra para a negação do pedido. Os países que possuem poder de veto são os Estados Unidos, a Rússia, a China, a Inglaterra e a França. Os Estados Unidos já disseram que votarão contra o pedido do presidente da Autoridade Palestina Mahmoud Abbas. As discussões devem durar mais quatro semanas. Dos 15 membros do Conselho, 6 países já manifestaram apoio aos Palestinos, dentre eles, o Brasil. Vamos aguardar o desfecho desse complexo processo. Será que os Estados Unidos vão assumir sozinhos o preço político de um veto?